O Instituto Federal da Bahia: breve relato

A origem do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IF-Bahia) remonta, conforme a identidade que se construiu, à criação da Escola de Aprendizes Artífices da Bahia, por meio do Decreto 7.566, de 23 de setembro de 1909, sob o governo Nilo Peçanha, ocasião em que se criaram 19 escolas em vários estados do Brasil. Em 1910, foi instalada, provisoriamente, no prédio do Centro Operário da Bahia, na Rua 11 de Junho, então distrito da Sé, na cidade de Salvador. Fora remanejada logo em seguida, para edifício próprio, no Largo dos Aflitos, e em 1926, a escola foi transferida para área próxima ao Largo do Barbalho, atual bairro do Barbalho, local onde hoje funciona sua sede administrativa.

Em 1942, a escola passou a se denominar Escola Técnica de Salvador, quando foram implantados os primeiros cursos técnicos, paralelamente ao então ensino secundário: Curso de Desenho de Arquitetura, Desenho de Máquinas e Eletrotécnica. Assim, o ensino industrial foi elevado ao nível médio, estruturado em dois ciclos: o primeiro (denominado de fundamental) - ensino industrial básico, mestria, artesanal e aprendizagem ministrado em três ou quatro anos, e o segundo  técnico industrial e o pedagógico (este, destinado à preparação de professores para o ensino industrial) - também com duração de três ou quatro anos.

No processo de redemocratização pós-Estado Novo, foi retomada a luta de ampliação do acesso ao ensino superior. Em 1959, a reforma do ensino industrial, sob a Lei No 3.552, transformou as escolas técnicas em autarquias educacionais, na tentativa de dar às mesmas uma maior autonomia didática, administrativa e financeira. Em agosto de 1965, a Lei No 4.759 alterou a denominação da instituição para Escola Técnica Federal da Bahia (ETF-BA).

A rede federal de escolas técnicas constituiu-se em instituições que gozavam de amplo prestígio na formação profissional, sendo os seus alunos, em grande parte, absorvidos pelo mercado de trabalho nos grandes centros urbanos. Considera-se que a razão principal desse prestígio social, seja a autonomia conquistada pela rede federal, a regularidade dos seus cursos, com os respectivos quadros técnicos e profissionais de forma estável, dando uma maior durabilidade na oferta de cursos oferecidos em um mesmo espaço físico.

A ETF-BA ganhou, a partir da Lei No 8.711, de 27 de setembro de 1993, e através da incorporação do Centro de Educação Tecnológica da Bahia (CENTEC), a denominação de Centro Federal de Educação Tecnológica da Bahia (CEFET-BA). Com a Lei No 11.892, de 29 de dezembro de 2008, foram imediatamente criados os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, resultado da transformação dos antigos CEFETs. Com isso, o CEFET-BA, instituído em 1993, passa à denominação de Instituto Federal da Bahia, que será formado por 16 Campi até 2010. O Instituto Federal da Bahia apresenta uma estrutura multi-campi. Atualmente, o Instituto possui 16 campi e 5 núcleos avançados: Barreiras, Camaçari/núcleo avançado em Dias D'Ávila, Eunápolis, Feira de Santana, Ilhéus, Irecê, Jacobina, Jequié, Paulo Afonso/núcleo avançado em Euclides da Cunha e Juazeiro, Porto Seguro, Salvador/núcleo avançado em Salinas da Margarida, Santo Amaro, Simões FIlho, Valença, Vitória da Conquista/núcleo avançado em Brumado e Seabra.

 


Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia - Campus Eunápolis
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